Tuesday, 30 August 2011

Quem bate à porta? E’ você passado?




O passado tem sempre a tendência de bater em nossas portas quanto menos esperamos, e’ o ancentral que muitos de nós decidimos ignorar.

A foto: Trabalhadores das plantações de borracha, punidos por não cumprir quotas, tiveram as  suas mãos cortadas. Congo Belga, 1905, foto de Soliloquy.

Por ordem do Rei da Belgica  Leopold II.

Normalmente nao perco tempo com fuleiragens e nem com racistas de baixa qualidade, mas sobre os genocídios em África que  tantos procuram culpar o meu povo, aprendi um pouco.

Posso afirmar que a história do genocídio em África é atribuída à época colonial, quando os colonizadores belgas massacraram mais de dez milhões de pessoas durante a ocupação colonial do Congo.

Ja' ouviu falar do Rei Leopoldo II? Foi ele quem ordenava que cortassem as mãos de africanos, crianças inclusivo.

O período colonial foi um genocídio!

Genocídio foi um aspecto central da missão chamada de "civilizadora" dos colonos!

Um dos meu avós foi decapitado por não ter dado a sua terra mais fertil aos portugueses.

Os mesmos colonialistas que praticavam assassinatos de africanos em massa, implantaram a idéia de que os problemas na região eram apenas de hostilidade tribal.

Este é e sempre sera' um dos elementos mais fortes do racismo na história colonial. Potências coloniais a praticar genocídio em África!

Um dos primeiros genocídios, se não o primeiro do século vinte aconteceu em África... Namíbia precisamente.

Ainda hoje e’ considerado por muitos de nós africanos como um ensaio para o Holocausto nazista.

A última vez que verifiquei, as Nações Unidas comprovou que 80% da população total do povo Herero (cerca de 65 mil), e 50% da população total de Nama (10.000) foram mortos por alemães entre 1904 e 1907.
Massacres de homens, mulheres e criancas!


Foto: Rei Leopoldo II da Belgica (1835-1909)O regime da colônia africana de Leopoldo II, o Estado Livre do Congo, tornou-se um dos escândalos internacionais mais infames da virada do século XIX para o XX.

O relatório de 1904, escrito pelo cônsul britânico Roger Casement, levou à prisão e à punição de oficiais brancos que tinham sido responsáveis por matanças a sangue frio durante uma expedição de coleta de borracha em 1903 (incluindo um indivíduo belga que matou a tiros pelo menos 122 congoleses)
.

Mwana Pwo (o ancestral feminino)


Mwana Pwo (jovem mulher) representa uma personagem antepassada, adulta, madura e bonita do sexo feminino. Cheia de dignidade e espiritualidade. Representa todos os atributos positivos da mulher ideal, simbolizando o protótipo da figura feminina Chokwe.

Assim sendo,o poder e a elegância da dança Pwo, representa a encarnação de uma personagem feminina que concede fertilidade.




Embora as máscaras Pwo sejam usadas por jovens do sexo masculino durante os rituais de iniciação/puberdade na Mukanda, elas são usadas para honrar a mulher, especialmente as mães dos jovens que participam no ritual.

Recentemente Pwo ficou conhecida como Mwana Pwo, o ideal da beleza jovem feminina. Representa a mulher jovem, que foi submetida ao ritual de iniciação, estando prontas para o casamento.


Povo "LUNDA-CHOKWE" (quioco) Angola, Congo e Zambia

Fonte de info: (tradicional, Abdelunda & Ritos de Angola)

O genocídio dos hererós


O genocídio dos hererós e namaquas ocorreu no Sudoeste Africano Alemão, onde hoje se localiza a Namíbia, entre 1904 e 1907, durante a partilha de África. É considerado o primeiro genocídio do século XX.
Em 12 de janeiro de 1904, os hererós, sob a liderança de Samuel Maharero, organizaram uma revolta contra o domínio colonial alemão.

Em agosto, o general alemão Lothar von Trotha derrotou os hererós na batalha de Waterberg e dirigiu-os para o deserto de Omaheke, onde a maioria deles morreu de sede.

Em outubro, os namaquas também pegaram em armas contra os alemães e foram tratados de forma semelhante. No total, entre 24.000 e 65.000 hererós (todos os valores são estimados como sendo 50% a 70% da população Herero total) e 10.000 namaquas (50% da população total namaqua) morreram.


Duas características do genocídio foram a morte por inanição e o envenenamento de poços utilizado contra os hererós e populações namaquas que foram presos no deserto da Namíbia.

Em 1985, as Nações Unidas reconheceram a tentativa da Alemanha de exterminar os povos hererós e namaquas do Sudoeste da África como uma das primeiras tentativas de genocídio no século XX. O governo alemão pediu desculpas pelos eventos em 2004.


Berimbau, A arma da feminidade das mulheres Bantu


“Após uma terrível batalha, a deusa protectora transformou o arco do guerreiro no primeiro instrumento musical da tribo, para que a música e a paz substituissem as armas e  guerras para sempre”  (Mitologia Bantu-Nguni, Zulu -Africa do sul)


Existe um facto que goza de certa autoridade, sendo que quando se pesquisa sobre o berimbau Africano, seja ele de que nome, origem, ou tamanho for, e’ impossivel ignorar que o gênero feminino desempenha um papel extremamente considerável em relação aos arcos musicais.

A popularidade do Berimbau cresceu transversalmente da arte Afro-Brasileira mais conhecida por Capoeira. A Capoeira até certo ponto, era de acesso restrito a um ambiente masculino.  Significantemente, as portas foram abertas para o sexo oposto, e ja’ se conquistou bastante espaço por meios de dedicação e empenho.

Porém, as mulheres na esfera capoeristica ainda se encontram vítimas de regras discriminatórias, consideradas pela comunidade como tradição. Regras essas que não as permite tocar o berimbau e  em certos momentos nao poder participar durante a roda.







A mulher Africana, apesar de viver em constante normas estritas e rigorosas, entre elas sendo as responsabilidades matriarcas, no último centenário foi a que mais forteficou a presença,  e a popularização do berimbau africano na plateia continental e internacional.

Através do som melódico e hipnotizante do instrumento de uma corda so’, orgulhosamente canta-se cantigas de centenas de anos atras,  transmitidas pelos seus antepassados.

Canções que contam estórias das glórias dos seus povos, sobre a felicidade, a tristeza, o amor, o ódio, a paixão, a traição, as desventuras de casamentos e cantigas infantis.

Nao somente a mulher e’ tradicionalmente considerada a base da família, mas também compõe, canta e constrói os próprios instrumentos que toca.




Cito duas personalidades da música tradicional Bantu-Nguni e herdeiras da tradição de tocadoras de arcos musicais, como a  Princesa Zulu Constance Magogo e a Dona Madosini Mpahleni que hoje em dia goza de noventa anos de idade.

Com esta chamada, conto com mais reconhecimento e consideração para com as mulheres nao solemente na capoeira mas tambem no berimbau e outros instrumentos musicais.

Extraido dos textos “Entre Gungas e kalungas...A ancestralidade do Berimbau”
de A. Kandimba (Professor Totti Angola)

www.capoeira-angola.nl

Hmmmmmm Zumbi!!!




-Obrigado e sempre as ordens!
-Obrigado e sempre as ordens!
Grita o povo jubilante.
A lembrança e' Rei Zumbi Num cavalo galopante.

Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo “civilizado”, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos. (Histórico)

A mais de 20 anos que não me conformo com essa estória.

“Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.”


Mas que idioma falava o menino antes de ser capturado? Sera’ que não sabia falar aos 6 anos?
“Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.”

E essa estrategia militar que zumbi possuia, aprendeu com o  missionário português ou o tal que lhe batizou? Sera’ tão fácil assim aprender estratégias  de guerra e se tornar um grande guerreiro?
Não teria mais sentido se Zumbi teria vindo ja’ homen e guerreiro do Continente  africano?

Tudo muito vago para o meu gosto!!!

O’ Malungo, toca Urucungo!







Urucungo: instrumento musical rústico, usado, outrora, pelos gaúchos de origem africana.

Constituído por um arco que retesa um fio de arame, tendo como caixa de ressonância uma cabaça com abertura circular; recebe também o nome de berimbau-de-barriga ou simplesmente berimbau, e, no Pará, marimba.

Um dia desses perguntei a um mestre de capoeira da Bahia, se sabia o significado da palavra Urucungo e logo me respondeu que não tinha a certeza mas que seria talvez de origem Yoruba.

Foi através dessas e outras, da negação e ignorância sobre a cultura Bantu (Angola, Congo, Moçambique) no Brasil, que me levou a pesquisar e escrever o projeto “Entre Gungas e Kalungas”.

Entre Gungas e Kalungas e’ uma pequena criação de um grande pilar na preservação e valorização da cultura de matriz Bantu, de maneira a estimular as pessoas a aprenderem e a reconhecerem tal cultura nas diásporas Africanas.


                                                      *

Sobre o URUCUNGO na minha cultura (Ovimbundu, Angola), encontrei o O-LUKUNGULU.  Um berimbau de boca tocado pelo Mwekalia (músico).

Os povos Lunda (DR Congo, Angola e Zambia), denominam o arco musical de RUKUNG!

Sei tambem que e’ um facto que muitos angolanos e seus descendentes tem a tendência de trocam o L por R e vice versa...coisa que reparei entre familiares durante a minha infância.
 
Nao e’ uma questão de provar nada mas sim intensificar a vontade de pesquisas entre nós,  para o bem das futuras gerações.

O’ Malungo (Kimbundu /Angola=amigo, compadre),  toca Urucungo (toca o berimbau)!

Parece que quanto mais se foge da África, mais perto dela nos encontramos.

Açúcar moreno (Os Afro-Cubanos)

Celia Cruz

Esta coisa de tentar hierarquizar a cultura dos africanos do Norte ('sudaneses', supostamente 'superiores') e os do centro para baixo (bantu supostamente 'inferiores'), ao que parece é uma prática colonialista recorrente (eu achava que só ocorria este preconceito no Brasil). Spirito Santo


Este tema caliente surge na hora H...Estou em pé de guerra com os que têm vindo a discreditar e ignorar as influências e contribuições da cultura Bantu (Angola, Congo e Moçambique) nas diásporas africanas.

E os Afrocubanos, seram a maioria de descendência Yoruba-Nagô ou Bantus?

Como muitos outros angolanos, o meu pai estudou em Cuba durante os anos do regime comunista. No vai e vem do intercâmbio entre estudantes angolanos em Cuba e professores e soldados cubanos em Angola, desenvolvi um extenso interesse para com a cultura Afro-Cubana.

Considero-me sortudo por ter tido a oportunidade de beber das águas ricas deste cultivo.

Os mesmos professores e soldados cubanos teriam-nos advertido sobre a forte presença da cultura Bantu de Angola.

Gente, surgiu uma discussão (construtiva) entre meu filho e eu, sobre a influência Bantu e Fon (ou Ibo) na cultura cubana. A santeria me parece bantu. Mas ele disse que a maioria dos que foram prá Cuba são do Golfo.
Cibele Verani

Houve quatro grandes grupos de africanos que foram trazidos como escravos para Cuba. Os povos Bantus da área do Congo e Angola foram a maior população de escravos importados para Cuba.

Cerca de 400.000 pessoas Bantu foram levadas para Cuba como escravos.

O grupo seguinte teria sido os Yorubas da Nigéria.
Estima-se que cerca de 275 mil escravos foram importados para Cuba a partir dos anos (1820-1860), provocando à queda do Império Oyo.

Os próximos teriam sido os Carabali também conhecidos como Abakua. Ibos (nigerianos Bantus) e  Ijaws do sudeste da Nigéria.
Eles foram levados no final de 1700 a início de 1800. Uma população estimada de 240.000.

Os últimos teriam sido os Arara. Eles eram de origem Fon, Ewe, Popo e Makhi.

Os Fon, Ewe, Popo e Makhi,  teriam vindo de Daomé e seus arredores. Certa de 200.000.

Mas claro, nao vamos cometer o erro de esquecer outros grupos da África que foram levados em pequenas quantidades.

Para o meu pai que sempre nos trazia boas notícias de Havana!

Mandinga de Angola

A maioria de nós, especificamente na diáspora africana, relacionamos a palavra MANDINGA com a África Ocidental. Provavelmente vindo dos povos MANDINKA, descendentes do Imperio do Mali (1230- 1600).

No Brasil conheci a palavra bem mais para o lado da  mágia...

“Capoeira Angola, mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista”. Descreveu o grande mestre Pastinha (1889 -1981).

No sudeste do México, onde se encontram uma das únicas comunidades de descendência africana chamadas de Palanques (Quilombos), existe uma pequena aldeia chamada Mandinga.

Sei que em Cuba se usa a expressão Kikiribu Mandinga!
Referente aos povos do Senegal, Gâmbia e Sudão.

Os Afro Uruguaianos “cosa de mandinga” quando não se encontra uma explicacão lógica para algo.

 Os Afro-Peruvianos contribuiram com “quem não tem ginga não tem mandinga”.

E por fim, o povo de Porto Rico se orgulha em exclamar  “El que no tiene Dinga tiene Mandinga”, ou melhor, quem não vem dos Dinkas vem dos Mandinkas.

Abro mais um capítulo sobre os contos dos sekulus la’ do kimbo (mais velhos/idioma umbundu), acreditando abrir uma nova porta para novas pesquisas.




Na província do Bailundu,  planalto central de Angola, o jovem Jamba (na cultura tradicional do povo ovimbundu, os gêmeos eram sempre nomeados de Jamba e Hosi...O Elefante e o Leão), foi ocasionalmente o centro de grandes gargalhadas nos momentos em que se juntavam os batuqueiros respeitados e faziam o céu e a terra estremecer com os seus ngomas.

O Jamba suava e insistia!

Entre ngomas e sangomas (o grande tocador), destacava-se o MANDINGA. Tambor de dupla face, adornado com simbolos spirituais, tradicionais e rostos de reis e rainhas da região.

Denominado de Likembe em kikongo e Kisanji em Kimbundu.

O nosso mandinga de Angola não servia só para entretenimento, mas também como ponte entre o mundo físico e mágico.

Durante as cerimônias de cura, os terapeutas usavam a música de instrumentos para tratar a doença. Acreditava-se que os seus sons penetrantes ajudariam a impulsionar as forças nocivas que causavam as doenças.

Da mesma forma, os curandeiros tocavam música cerimonial para que  as pessoas saudáveis não adoecessem.

Seja qual for a origem da palavra “MANDINGA” , o tambor Mandinga era meditaçao e o jovem Jamba era a formiga da ocasião.

O Leão do Amor




Os nossos nomes são as nossas identidades e uma janela da nossa cultura. Eles ligam-nos ao nosso passado e da mesma forma com os nossos antepassados.

São do mesmo modo uma parte da nossa espiritualidade.

No continente Africano como no resto do mundo, o nascimento de um filho é um acontecimento de grande alegria e significado. Igualmente da mesma importância que a nomeação dos  filhos.

As esperanças dos pais, os eventos atuais de importância e celestes,  influênciam de uma forma considerável a nomeação da criança.

Acredita-se que o nome escolhido irá exercer um prestígio para o melhor ou pior na vida da criança e da família.


Em 1917 em tempos coloniais, uma criança do planalto de Benguela em Angola, foi matriculado numa escola católica.

Sendo ele um membro da familia real (sangue azul), foi tolerado numa escola predominante de filhos de colonos. Parte de um tratado entre as familias reais e o sistema colonial.

A professora não gostou do seu nome, completando por informa-lo que o nome dele era feio e incivilizado.

De seguida fez um bilhete de identidade com o nome de Rui Da Costa.

O nome do menino era Hoji-ya-Henda (o Leão do Amor).

“A espada Nagô mata mais um Rei Bantu”


 
14/11/2010 - Monumento o Zumbi dos Palmares, na Avenida Presidente Vargas, é restaurado. O busto foi recolocado no topo da pirâmide. Foto de Eduardo Naddar / Ag. O Dia CIDADE, MONUMENTOS, RESTAURAÇÃO, ESTÁTUA Ag. O Dia


“Na madrugada deste domingo, o Monumento a Zumbi dos Palmares, na Avenida Presidente Vargas, na Praça Onze, foi pichado, com a escultura da cabeça com pichações na cor branca e a pirâmide da base com inscrições de cunho racista“.
Globo

Começo por condenar actos de vandalismo, contra qualquer objecto simbólico de um povo e cultura na nossa sociedade e principalmente, contra o povo Afro-Brasileiro que tanto merece esse reconhecimento, por mais insignificante que seja para alguns.

Do mesmo modo, aproveito para navegar na mesma onda da ocasião, alertando este permenor semi repetitivo, ignorado por muitos e provavelmente nunca observado pela maioria.

As origens do então herói negro brasileiro e rei dos Quilombos dos palmares (Janga Angolana), sobrinho do primeiro rei “Ganga Zumba”, nunca deveria ser um segredo!
Tudo indica que as suas origens seriam  BANTU, de Angola e Congo. Ou seja dos reinos de Angola e do Kongo.

Os atentados de se velar este facto com adoramentos exagerados da cultura Yoruba/ Nagô* (África Ocidental), através de filmes, livros e canções são comuns.

Zumbi nunca foi filho de Ogum! Nem Ogum jamais teve um filho Zumbi...O rei nao foi para Orun! Ele está bem seguro nos braços de Kalunga!


A cabeça (monumento) que presenciei enquanto de visita ao Rio de Janeiro, para a minha surpresa, seria de uma figura Nagô!

Provavelmente de um príncipe que existiu no passado. Ou na Nigéria ou em Benin. (Historiadores que me ajudem!)

Acredito sinceramente que seja mais uma tentativa ( e desta vez não por brancos racistas) de dizimar a presença da cultura Bantu de Angola , Congo e Moçambique no Brasil.

O inimigo vive entre nós!

Existe um grupo de indivíduos altamente qualificados, que foram dados o direito de exaltar culturas que eles consideram de qualidade superior e mais agradáveis (yoruba-nagô),  perante a cultura Bantu.

Alguém ja’ ouviu falar dos "mais belos dos belos?"


Estes mesmos indivíduos,  academicamente e religiosamente subestimam  a inteligência do povo negro!

As suas intenções são inapropriadas e vergonhosas, simplesmente porque tal acto exige iludir, burlar, lograr, confundir e equivocar o seu próprio povo, projetando a ideia de que eles são todos iguais e descendem de um lugar único...a África.

Vamos aproveitar para reflectir e desejar que os vandalistas que picharam  a escultura com pichações na cor branca, sejam vigorosamente punidos por lei, nem que o próximo monumento seja um Zumbi de saias.

* As expressões negro Nagô e negro Rebolo NÃO existem e  NUNCA existiram no continente Africano.  Seriam palavras fabricadas por colonos  e de natureza extremamente racista.

O inimigo vive na mente reativa!

“O negro, ao chegar no Brasil, lutou pela sua liberdade. Deixou suas diferenças tribais para lutar pela liberdade. A escravidão não foi feita pelo branco colonizador. Houve a conivencia de muitos negros que comercializaram os derrotados destas batalhas.
A luta foi bilateral. Mas aqui foi mais forte essa consciencia na diáspora.”


Foi através destas palavras semeadas, que por este meio brotou a ideia de se fomentar mais reconhecimento de certos factos históricos, em relação a escravatura do Oceano atlântico e movimentos de libertação anti-coloniais no continente africano.

Pretende-se igualmente, realçar a tal consciência negra que o autor cita ter sido inexistente, ou melhor, fraca no continente Africano antes das actividades de militância contra o racismo e discriminação racial na diáspora.

Uma das armas mais eficazes para rebaixar a moral e valor humano dos descendentes de africanos nas americas, teria sido relembra-los diariamente e de qualquer método, que eles teriam vindo de tribos selvagens, sem cultura e que teriam sido comercializados pelos seus próprios irmãos.

Tendo plantado este conceito no entendimento, intelecto, e espírito da população negra, seria muito mais fácil controla-los e faze-los reféns de suas própriás mentes.

Sendo assim, o indivíduo naturalmente passava a desprezar suas raizes.

Seja este ou não, o motivo que levou o autor a interpretar-se de tal maneira, o que foi mencionado pelo mesmo e’ sem dúvidas a razão deste texto. DESCONCORDO COMPLETAMENTE!

Qualquer pessoa que deseja falar sobre a escravidão em Africa, tera’ que estudar um pouco sobre a história humana do comércio de compra e venda de escravos.
A escravidão nunca teve o mesmo sinônimo que a palavra africano, e fez parte de quase todos os povos e continentes.

E’ impossivel hoje em dia deparar com um africano ou uma sociedade africana que teria enriquecido através de um rei ou rainha que teria fornecido escravos a europeus.

Os reis e rainhas seriam os únicos que poderiam pratical tal acto, mas a escravidão sobre o controle europeu foi estruturada governadamente e religiosamente durante seculos.

Perante a lei, companhias, pessoas individuais e familias inteiras poderiam fazer e fizeram parte deste “business”.

Hoje podemos apontar dedos a familias e sociedades que lucraram e seguem sendo das mais ricas nas nossas sociedades.

Portugal, Espanha, Holanda, Brazil, EUA, etc.
Imaginem a barbaridade se em pleno seculo XXI,  tivessemos que embarcar em pesquisas para se saber quem são os parentes dos capitães do mato e subjuga-los a lembrança de que eles seriam descendentes dos que practicavam abusos desumanos contra os seus próprios  povos na diáspora!

As militâncias negras anti-coloniais e raciais em Africa não derem inicio em retorno do que estaria acontecendo na diaspora, mesmo que as estruturas de repressão fossem as mesmas.

A coroação do imperador Selassie da Etiopia nos anos trinta, foi um acontecemento  bastante forte e positivo para com os negros e negras das diasporas.



A lógica seria a influência entre as duas sociedades!

Antes dos anos 60 e 70 ja’ existiriam diversos grupos anti-coloniais clandestinos em Angola. Milhares de pessoas que participaram ainda vivem.

Mas no entanto menciona-se algumas personalidades como Kimpa Vita e o Rei Mandume como exemplo da luta organizada contra o colonialisto e o racismo em Angola e o Congo colonial.


A dona Beatrix Kimpa Vita foi umas das primeiras mulheres  que corajosamente lutou contra o domínio europeu em África.
 Ela teria nascido em 1684 no Reino do Kongo.

Com os seus 20 anos de idade, começou a sua missão de libertação e da restauração do reino, destruído pelos Portuguêses.

Apesar de não ter sido rainha e nem princesa, ela lutou contra todas as formas de escravidão, a partir das práticas locais, ensinando as pessoas que também existiam santos negros no paraíso, contrariando os padres católicos que ensinavam que deve haver apenas SANTOS BRANCOS.
A mesma e’ considerada hoje como a fundadora do primeiro movimento cristão negro.

Existem factos documentados que em 1739, alguns de seus seguidores, teriam sido vendidos nos Estados Unidos, realizando a revolta conhecida como a "rebelião de stono" na Carolina do Sul.

Como muita documentação histórica sobre negros brasileiros foram despropositadamente destruidas, nao e’ facil provar mas acredito sinceramente que muitos desses seguidores da Kimpa Vita também teriam sido comercializados para o Brasil, sendo Angola e Congo uma das maiores, se nao as maiores fontes de escravos daquela época.

São passados 94 anos desde a morte em combate do Jovem  rei Mandume do sul de Angola. O rei teria nascido em 1892 e subido ao trono aos 20 anos de idade.



Conhecido como um homem inteligente e corajoso, seus palavras foram escritas por varios europeus.

O Rei recusou-se várias vezes conferenciar com os poderes coloniais, tendo aniquilado forcas portuguesas numas das suas batalhas mais populares em 1916.

Polêmico de uma certa forma , ele dizia  “que todos os brancos que não sejam padres e estiverem dentro do meu território devem ser mortos”, e que “Se os ingleses me querem, podem vir apanhar-me. Não dispararei o primeiro tiro, mas não sou um touro do mato. Sou homem, combaterei até ao último cartucho”.

Ja’ ouviram falar da revolta dos MAU MAU (Quênia) por volta dos anos 50?




PURO BLACK POWER!Os Europeus encontraram IMPERIOS e nao so' tribos!